segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Brigado Zé Henriques. Juninho, J!

Célio,

Uma coisa que aprendi com você foi que não adianta ter um olhar técnico, sem ter o olhar político. 
Infelizmente, meu olho técnico volta muitas vezes contra meus próprios momentos, mas acredito que precisamos sempre renovar os olhares, e mesmo, ajustar o grau das lentes.
Espero continuar contando com sua presença no meu blog e na minha vida, sempre puxando minha orelha.
Espero que esta himbernada não signifique reduzir as postagens.
E vamos subindo a montanha!
Abraços!

21 de fevereiro de 2011 07:11

Este comentário eu acabei de receber do Zé Henriques, e respondo com tristeza e com carinho. Explico:
Tristeza porque eu estou errado e você está certo, J. Este "olhar político" é que contamina tudo o que nós sabemos que funciona, bastando a paciência e a determinação de fazer funcionar dentro das técnicas que testamos tantas vezes.
Carinho é o agradecimento justo porque nunca imaginei ser capaz de poder ensinar alguma coisa a quem fosse mais sábio do que eu. E você é, porque seu olhar Político com P pode ser trabalhado e lapidado muito melhor do que o meu. Eu sou um retrato do passado que pode levar um Photoshop, e gente como você é uma máquina fotográfica digital. Tem o mundo para fotografar bem e o trabalho não vai precisar de retoques futuros.
Lembre-se do que eu peço tanto: homens de bem, ocupem o espaço político. Tentem um lugar neste sol. Cada espaço ocupado significa o fim de uma vassalagem, o fim de um feudo, o fim de um lugar viciado.
Joguem sujo, se preciso for. Não o jogo sujo que já conhecemos. Um jogo sujo "do bem" se é que é possível inventá-lo. Usar as armas dos canalhas para eliminá-los do sistema.
Façam um esforço ainda maior. Mintam, bajulem, ocultem e deixem de falar algumas verdades de vez em quando, só para tomar aquele espaço. Depois, é só trair o sistema e criar um novo, com aquilo em que acreditamos e sabemos que funciona.
A alternativa é deixar tudo como está, para ver como é que fica. Eu perdi a ilusão de acreditar que os atores de agora possam aprender outro papel. Porque alguém tem que fornecer um outro roteiro, e o que está aí agrada a muita gente.
Fica um abraço, Zé. Vou continuar buscando inspiração lá no seu cantinho, como sempre fiz. Monlevade te merece, mesmo não sabendo te aproveitar como devia.

2 comentários:

José Maria Repolês disse...

Célio Lima,
Venho a público utilizando o espaço no seu blog para fazer, também em nome de todos os meus colegas prefeitos da Amepi, um agradecimento sincero e reconhecido pelo excelente trabalho feito por você sobre a BR 381. O seu pequeno manual didático, como você mesmo afirma, reveste-se para nós, leigos, de um documento valiosíssimo, muito profissional, abrangente, direto e, ao mesmo tempo, numa linguagem compreensível para qualquer um. Ele muito nos auxiliará nas nossas colocações. Vamos multiplicar essas cópias, enviando-nas para todas as diversas esferas governamentais ou não que estão conosco nessa empreitada. Sabemos o quanto você se dedicou, sem cobrar nada, gastando do seu próprio bolso e do seu tempo livre, sem nenhum intuito a não ser ajudar. E realmente nos ajudou mesmo. Se for possível quero que fique registrado este agradecimento no seu blog. Muito obrigado!

José Maria Repolês
Presidente da Amepi/Prefeito D.Silvério

Célio Lima disse...

Zé Maria (permita que eu chame assim?) não me surpreende o gesto de agradecimento vindo de você, Graças a Deus.

A maioria das pessoas que eu conheço vive neste nosso mundo de gente de boa índole e de bons objetivos.

Com nosso pouco tempo de convívio, vejo que faltou destino para que nos conhecêssemos mais cedo. Uma pena, mas ainda bem que podemos corrigir esta falha de destino.

Não recomendo a distribuição tão ampla do Manual porque ele não é um documento técnico. Alguém sempre poderá criticar a pouca profundidade da abordagem.

Mas sabendo que o DNIT gastou 120 mil reais com outro documento que era inócuo, o sentimento de poder ter ajudado com o coração me deixa esperançoso de que a guerra vai continuar sem trégua.

Vejo na sua pessoa alguém com fundamento ético e moral para avançar neste terreno. Conte comigo, para auxiliar a AMEPI sempre que meu conhecimento miúdo puder ajudar.

Um grande abraço para você e para a Ana (outra iluminada que exagera na avaliação que faz de mim).