sábado, 30 de julho de 2011

Muda a cor do mosquito

E quase nunca muda o mal cheiro da bosta que ele faz. Esta é nossa realidade, este é o país em que ainda estamos plantando as sementes de um sonho que parece sempre distante demais. Somos jovens em espírito democrático, e isso não chega a ser defeito. A juventude é um benefício transitório, afinal de contas.

Para os poucos que me perguntaram sobre qual projeto político eu irei emprestar nome e apoio, finalmente vai a resposta: só existe um projeto político sempre, o da busca do bem comum. O que varia demais é o bando de intencionados (bem ou mal) a buscar um lugarzinho no sol e nas proximidades da chupeta.

Portanto, se houver um único projeto político sério em construção no momento, e informo com pesar que não vejo nenhum, a ele destinarei o pouco com que posso contribuir. Caso contrário, melhor ficar fora de tudo o que restar, para não haver cumplicidade na ignorância. Estou velho demais para tomar comportamentos ignorantes como diapasão para minha vida.

Fica o alerta para todos os pretendentes: passou da hora de mostrar à cidade que existe um projeto. Desesperança leva à demência, demência leva à inanição, inanição leva à resignação e conformidade. estas duas levam à conclusão óbvia de que, porcaria por porcaria, uma testada e menos infame é menos ruim que uma não testada com possibilidades de ser ainda mais infame.

Quem precisa acordar já está atrasado, senhores e senhoras. Muito atrasado.

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