O Supremo Tribunal Federal aboliu a exigência de registro profissional para músicos. Estamos assim diante de uma situação análoga à que ocorreu com os jornalistas. Não vou reacender a questão, porque ambos os lados deste debate podem possuir - e possuem - razões boas e razões ruins para apresentar.
O limite é o limite do filtro que o mercado (aquele real, que existe para todos) se encarrega de aplicar. A mão pesada do Estado deve se limitar ao controle dos ofícios em que a vida humana, física, corra perigo. Nos demais casos, a qualidade do produto que se oferece é a principal alavanca ou sepultura das ambições humanas.
Não existe um órgão controlador eficaz para a arte humana, porque não existe um limite estabelecido para a arte humana. É um ponto de reflexão e de atitude.
Serve para bons e maus jornalistas (com e sem diplomas) bons e maus músicos (com e sem diplomas) e bons e maus políticos (com e sem diplomas).
2 comentários:
Célio,
estou inscrito na OMB como músico profissional desde 1999. E, particularmente, entendo que a decisão do STF deve ser aplaudida e comemorada como uma conquista da classe artística em questão...
Parabéns pela sensibilidade em destacar o assunto.
Abs.
Silvan Pelágio
Boa Célio. Realmente, seletivo mesmo é o mercado. A Ordem dos músicos ou será extinta ou terá de se reinventar. Aliás, uma reinvenção já teria de começar pelo nome. Esse negócio de Ordem...ordem...parece-me muito encaretizante para uma associação de artistas.
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