sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dossiê BR 381 - Cheguei ao Limite

Para cumprir o prazo que solicitei à AMEPI, terei que abrir mão de pesquisar mais profundamente. O material é vasto demais - e neste ponto devo elogiar a transparência do DNIT/PRF e seus respectivos Ministérios, às seguradoras e Associações diversas voltadas ao trânsito, Agências reguladoras e mais uma série de Instituições que divulgam os dados.

Vai uma ressalva: o Ministério da Saúde ainda não atingiu este grau de transparência, o que aliado à minha pouca habilidade nesta área específica vai tornar o documento uma ferramenta menos potente do que poderia ser. Não há números confiáveis para a quantidade de óbitos ocorridos na estrada, a caminho de hospitais e dentro dos mesmos.

Até depois do óbito hospitalar ou comprovado no caminho, a informação é insegura para ser utilizada com responsabilidade: os hospitais declaram causas de óbitos como "Politraumatismo", "Traumatismo Crânio-Encefálico", "choque hipovolêmico por traumatismo interno" e alguns outros diagnósticos que poderiam se encaixar perfeitamente no estudo técnico. 

Bastaria ser informado o agente causador: BR 381.

Vou ter que interromper os estudos autônomos não por falta de vontade de ajudar, mas porque tenho que fazer a transcrição dos elementos técnicos puros, para a linguagem que nossos Prefeitos da região precisam dominar bem quando puderem ser ouvidos. É algo que tomará ainda bastante tempo, o que lamentavelmente não tenho sobrando neste volume necessário.

Só posso indicar os caminhos, por enquanto.

Hoje à tarde ou, no mais tardar, Segunda-feira pela manhã, entregarei na AMEPI 11 cópias do trabalho realizado. Prontifico-me a explanar detalhadamente o dossiê aos Prefeitos e suas Assessorias, nos horários livres de que ainda disponho (e são poucos, infelizmente) caso seja necessário.

E mais um passinho miúdo estará dado. Ainda bem que toda grande caminhada começa com passinhos miúdos.

4 comentários:

Marcelinho disse...

Célio, se precisar de algo, disponha.
Abraços.

Célio Lima disse...

Marcelo, se tiver onde ou como buscar os números de vítimas no trecho BH-João Monlevade (o de óbitos na estrada eu tenho, não tenho o de óbitos nos hospitais e nem o de feridos gravemente no total), eu agradeço muito. Vou acabar deixando estes números fora, porque não acredito em chutar estatísticas para algo tão sério. Obrigado pela oferta!

Manthis disse...

Célio,
Você chegou a dar uma lida nos documentos que postei no meu blog? Embora eles não tratem especificamente da 381, são a prova cabal de que o governo conhece os dados.
No Datasus, realmente, não se consegue localizar os dados. Talvez diretamente com a Gerencia regional de Itabira, mas sem analisar as contas hospitalares, não dá para localizar.
Existe alguns códigos de CID 10 que são preenchidos para comprovar a lesão por veículo Automotor, mas não específico de algum trecho de BR.
Já quebrei a cabeça tentando minerar estes dados, mas o que cheguei é a um custo médio de internação na faixa de R$3.800,00
Infelizmente, minerar estes dados não é fácil como pensei anteriormente, porque eles estão amarrados demais, e sem a origem correta, fica difícil identificar.
Abraços
Henriques

Marcelinho disse...

Caro Amigo José Henriques,
as Seguradoras devem ter estes dados, atualizados, e creio que os valores sejam maiores que o que você cita, haja visto os valores que são cobrados e dos "prêmios" pagos. É um bom referencial.
Celinho, vou tentar, ao máximo, buscar estes dados, o mais fidedígnos possível, e mesmo, que seja como um adendo posterior, podemos enviar para anexá-los ao dossiê, ampliando e fortalecendo os dados.
Abraços aos dois.